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Reconhecido designer e curador de exposições e diretor de documentários desde 1986. Formado em Cinema e Televisão pela New York University, e pós-graduado em Telecomunicações Interativas pela mesma universidade. Estudou História da Arte e Teoria de Cinema em Florença, na Itália, e Relações Internacionais e Diplomacia em Brasília. No seu currículo incluem-se prêmios de melhor documentário na Bienalle Internationale du Film Sur L'Art do Centro Georges Pompidou em Paris, no FestRio, no International Film & TV Festival of New York e o prestigioso ID Design Award da Business Week. Seus trabalhos se concentram na potencialização de conteúdos históricos com uma gramática altamente imersiva onde a sensorialidade e a percepção são enfatizadas. |
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Surgiu na cena artística na década de 1980, teve passagens pelas bienais de Veneza, São Paulo e Mercosul, e possui esculturas públicas instaladas em áreas nobres do Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Santana do Livramento (fronteira com o Uruguai), além de trabalhos em importantes coleções brasileiras e estrangeiras.
Argumento do vídeo "Ghaabah":
Esse vídeo foi construído a partir da captação de uma sequência de imagens, de um mesmo plano de mata, das 7h:30 da manhã até as 5h:40 da tarde. Por meio do relato visual dessa experiência, Ângelo Venosa quer falar da dificuldade de se perceber a realidade da floresta e de como essa percepção é sempre filtrada e codificada. A decomposição desse material visual em fragmentos geométricos é uma maneira de dizer que aquilo que vemos é somente uma das formas de ver e não a representação absoluta de uma dada experiência. "Ghaabah" é a palavra árabe para floresta.
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Ensaísta audiovisual, seus vídeos foram exibidos e premiados em centros culturais de mais de 20 países, como o MoMA de Nova York, e a Tate Modern de Londres, e veiculados nos principais canais de TV do planeta, como os ingleses Channel 4 e BBC e o Franco-Alemão ARTE.
Argumento do vídeo "Paraíso Artificial"
A sustentabilidade da vida humana no planeta está indissoluvelmente ligada à própria atividade humana no planeta. E numa época em que esta atividade é excessiva e inconseqüente, sobram preocupações. Até quando a Terra conseguirá alimentar uma população sempre crescente? Num futuro subseqüente a uma explosão demográfica sem precedente históricos, sobrará água para todos? Os recursos naturais, cuja exploração cresce em escala geométrica, estão garantidos para futuras gerações? A transformação em escala industrial pode comprometer a estabilidade climática e geológica? A avalanche de informação tanto na forma de átomos quanto de bits pode afetar a saúde biológica e neurológica dos indivíduos? Estamos vivendo a transição de um tempo em que os principais problemas planetários eram ligados a alguma espécie de falta material, para uma época em que eles são ligados à fartura, ao excesso. Precisamos reconhecer que nossos corpos e mentes estão sendo submetidos a um excesso de excesso. Se a própria Terra fosse um ser humano, ela teria um corpo excessivamente cultivado, excessivamente explorado, excessivamente trabalhado. Com técnicas de maquiagem e computação gráfica, queremos construir a imagem de um ser humanóide extremamente musculoso. Este ser, que situará numa zona cinzenta entre o belo e o monstruoso, não terá nenhum traço na face e nenhum orifício no corpo. Este ser exibirá seus músculos e formas para os espectadores, numa coreografia sui generis. Seus movimentos também nos deixarão em dúvida: é um animal ou uma máquina, é real ou imaginário, é um sonho ou um pesadelo?
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Premiada dupla, já teve residências artísticas no Artist Links - Inglaterra/Brasil (British Council, Maio-Julho 2008) e no HIAP - Finlândia (Unesco - Aschberg Bursaries For Artists, Maio-Julho 2007), além de ter participado de diversas exposições individuais e coletivas no Brasil, América Latina e Europa.
Argumento do vídeo "Água"
Um elemento essencial para todas as formas de vida, a ÁGUA flui num ciclo eterno de evaporação/transpiração, precipitação, e escoamento; é considerada como purificadora em muitas religiões como Cristianismo, Hinduísmo, Judaísmo, Islamismo; usada como um standard científico, que define as medidas de peso e temperatura; é também um dos 4 elementos básicos essenciais na filosofia grega antiga e chinesa. O vídeo trabalha a ÁGUA com esse potencial, ambígua como sua existência, sagrada ou científica, transformadora/criadora ou destruidora, abundante ou escassa em muitos lugares desse planeta. Apresenta o MACRO focando o MICRO, subvertendo a física, mostrando detalhes que vão além do que olho consegue ver.
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Realizam em duo projetos interativos e interdisciplinares no campo das artes visuais e da performance contemporâneas, investigando como as psicologias privadas afetam e constituem o espaço público e vice-versa, tendo como característica principal o envolvimento do público na concepção e execução da obra.
Argumento do vídeo “A Cidade fora dela“
ToDa ReTa QUe uNe DoiS LaDoS SePaRa DoiS ouTRoS
"Flanar é a distinção de perambular com inteligência. Nada como o inútil para ser artístico. Daí o desocupado flâneur ter sempre na mente dez mil coisas necessárias, imprescindíveis, que podem ficar eternamente adiadas. [...] Quando o flâneur deduz, ei-lo a concluir uma lei magnífica por ser para seu uso exclusivo, ei-lo a psicologar, ei-lo a pintar os pensamentos, a fisionomia, a alma das ruas. E é então que haveis de pasmar da futilidade do mundo da inconcebível futilidade dos pedestres da poesia de observação ..."
João do Rio (1907)
Partindo do atelier dos artistas, três trajetos distintos são traçados em direção a três pontos aproximadamente eqüidistantes na cidade. Cada trajeto deverá durar um dia.
Feitos à pé, de bonde, de ônibus, trem, barca, taxi e mototaxi, e sempre que possível em linha reta, estes três trajetos deverão revelar as vistas e os acasos documentados por três câmeras.
Uma será apontada para a frente, outra para a esquerda e a última para a direita. Uma câmera filma o que produz a reta que une o atelier com o destino, as outras duas filmam o que esta reta separa.
A diversidade geográfica, econômica, urbanística e humana existente nestes trajetos estará assim registrada. Os trajetos serão traçados da maneira mais reta possível, cortando algumas das disparidades existentes no tecido urbano do rio de janeiro... o centro e os subúrbios, as favelas e os condomínios, os grandes prédios novos e os pequenos velhos, a baía e a floresta, a lama e o asfalto, as belezas e os horrores cariocas, as diversas cidades que constituem e desconstituem o rio de janeiro atual.
A velocidade do caminho é determinada pelo olhar, pela câmera que encontra esta diversidade. As câmeras poderão mover-se rápida ou lentamente de acordo com o que os olhos encontrem no acaso dos dias de filmagem. A duração do olhar é a mesma daquele que flana - o "flaneur" que observa e registra como na concepção do jornalista João do Rio, em seu livro "A Alma encantadora das ruas", escrito com paixão nas ruas do rio de janeiro, no início do século xx.
As câmeras representarão o trajeto sem necessariamente determinar apenas um foco, podendo mesmo às vezes não apresentar foco em nenhuma imagem. O que a câmera reproduz é o trajeto. A câmera é o olhar. O foco é determinado pelo acaso do trajeto e pela manipulação na ediçao dos vídeos. As maneiras de filmar serão determinantes para sua apresentação no espaço. As câmeras poderão mover-se sincronizadas ou independentes.
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